O balanço entre informação valiosa e a privacidade de dados do consumidor (RGPD).

Como podemos coletar dados valiosos, respeitando a privacidade do consumidor?
A questão da privacidade do utilizador na internet é de grande preocupação das entidades regulamentares e governadoras, abrangendo o mundo dos negócios, a educação e quase todas as esferas da vida quotidiana.

Quando falamos de Big Data ou de customer journey e atribuição, ou ainda de targeting e retargeting, estamos a falar de privacidade. Ou da invasão de privacidade (depende do ponto de vista).

Não se trata apenas de uma questão de segurança de dados, trata-se da captação, manipulação e uso de: dados cadastrais, perfil sociodemográfico, características de navegação e uso de browsers, intensidade de uso da web em todas as suas vertentes, características técnicas dos aparelhos móveis utilizados, localização e locomoção urbana, hábitos de compra, hábitos culturais e de comportamento, preferências e valores pessoais, fotos e textos pessoais, troca de conversas, enfim, camadas e camadas de informações, dados do cidadão, aos quais, por princípio, só ele deveria permitir acesso.

Coletar e processar informações de utilizadores e consumidores num ambiente de mercado, consumo e campos de atuação do marketing, traz imensas vantagens a todo o sistema e otimiza a velocidade e relevância para os utilizadores e empresas, existe uma precisão de atendimento aos reais interesses e preferências das pessoas que desejam consumir, ou introduzir métodos eficazes nos planos de marketing e comunicação das empresas, aumentando o ROI através de melhores e maiores resultados de venda.

O objetivo inicial é nobre: aumentar a relevância para quem compra e vende, mas existe um “trade-off”, tudo isto só deveria acontecer com a permissão, o que não acontecia até ser implementado a nova lei de proteção de dados RGPD.
Mas afinal o que é o RGPD e como pode ajudar os utilizadores?
O Regulamento Geral de Proteção de Dados entrou em vigor no dia 25 de maio de 2018 e visa a proteger:
— Qualquer cidadão tem o direito de proteção das suas informações pessoais e de as aceder e/ou corrigir sempre que o solicitar;
— Qualquer um dos seus dados pessoais deve ser processado de forma justa para fins específicos e apenas com o seu total conhecimento
— O cumprimento desta regra deve estar sujeito a controle para garantir que os fornecedores de serviços, softwares e sistemas assegurem a proteção de dados.

Ainda mais importante: o utilizador/cliente passa a controlar o consentimento, recolha, processamento e formas de uso dos seus dados pessoais. Por exemplo, a subscrição de uma newsletter, que antes pedia apenas para que o utilizador/cliente escrevesse o seu e-mail no campo de assinatura. Agora, a lead deve, após a subscrição, receber um e-mail de confirmação.

Como segue o trabalho das agências de marketing doravante?
Conseguimos perceber que a implementação do RGPD implicará várias alterações nas estratégias de marketing digital das empresas.

DIMINUIÇÃO DAS BASES DE DADOS

Quanto mais explícita for a permissão necessária do consumidor, e quanto mais simples for o cancelamento do acesso das empresas a estes dados, mais complicado vai ser gerar e expandir as bases de dados, principalmente quando for para utilização de terceiros (como é o caso das empresas que vendem bases de dados).

LIMITE DO ALCANCE DE DETERMINADOS CANAIS

Existem inúmeras estratégias de marketing digital (como é o caso dos cookies e do remarketing) que não eram baseadas no consentimento explícito do consumidor.

Desta forma, quanto menor for o público alvo, menor será o alcance obtido.

AUMENTO DO CUSTO POR CLIQUE

Outro dos impactos indiretos do RGPD passa essencialmente pelo preço médio por clique dos anúncios pagos (nomeadamente no Google e no Facebook).

A necessidade de inserir as novas bases de dados em plataformas de publicidade de terceiros torna o processo mais dispendioso.
É de salientar assim que, com a implementação da nova lei de proteção de dados, as empresas devem implementar uma estratégia de marketing digital com foco a médio e longo prazo.

Assim sendo, o investimento em SEO, marketing de conteúdo, inbound marketing e tudo o que permita à sua empresa fortalecer o relacionamento com o cliente são, efetivamente, as estratégias em que a sua empresa se deve focar de forma imediata, pois, são essas que a médio e longo prazo trarão mais retorno para o seu negócio.

 



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