AS LIÇÕES QUE O ROCK IN RIO NOS ENSINA SOBRE BRANDING

Lançado pela primeira vez no Brasil em 1985, o Rock in Rio consolidou-se como um marco da música. Hoje, o evento é uma plataforma de experiências que permite a diversas marcas conectarem-se de maneira emocional com o público. A prova disso são alguns dos lançamentos da edição 2019.

O festival lançou na última edição o “Rock in Rio Scent”, em que um aroma próprio foi dispersado em pontos estratégicos para notabilizar via olfato a experiência sensorial com a marca do evento. Estes cuidados, conectados a outra série de ações, mostram como o festival vem a demonstrar a sua preocupação em proporcionar momentos marcantes para os “habitantes” da festa.

Contudo, quais as lições que o maior festival de música do mundo pode trazer para a gestão da experiência do consumidor? A resposta para esta pergunta foi pontuada em sete tópicos. Alguns podem parecer repetitivos para o ouvido de profissionais mais maduros, mas eles demonstram o quanto são importantes para promover a satisfação do cliente.

O design é um recurso indispensável às marcas vencedoras, por estimular o encantamento, o amor à primeira vista, a conexão emocional com o cérebro.

7 DICAS PARA UM BRANDING EFICAZ

1. Atenção aos detalhes: A construção da experiência é a soma dos detalhes. Tudo no Rock in Rio é pensado para criar uma narrativa que faça sentido do início ao fim, notabilizando o propósito do festival como uma plataforma de experiências.

2. Obsessão pelo cliente: como exemplo temos da Disney. Para descobrir o quanto os frequentadores do parque andavam até abandonar o lixo em qualquer lugar na ausência de lixeiras, os funcionários foram destacados para analisarem a quantidade de passos até que os visitantes conseguissem descartar o material. O resultado disto foi um melhor posicionamento das lixeiras e um sistema subterrâneo de sucção que eliminava o lixo e evitar a acumulação nos postos de descarte.

3. As palavras convencem, mas os exemplos arrastam: outro exemplo da Disney mostra a preocupação em elevar o padrão não só para o cliente, mas para toda a equipa. Os detalhes das pinturas nos brinquedos e postes dos parques da Disney são retocados diariamente, não só para que o cliente encontre um “padrão de ouro” nos estabelecimentos, mas para que a própria equipa de colaboradores conviva com estes cuidados e saiba o “modus operandi” esperado.

rock in rio

4. Motivação: Neste tópico, é apresentado uma experiência sobre a motivação do professor Dan Ariely, da Universidade Duke nos Estados Unidos, onde foram usadas peças de Lego. Dois grupos de participantes usaram peças para construir robôs e receberam a mesma remuneração. No final, um dos grupos tinha os modelos desmontados em frente aos participantes, enquanto o outro tinha as suas construções preservadas. Este último construiu, em média, cerca de 50% mais modelos do que o primeiro.
O estudo mostra a importância do propósito para além da remuneração financeira, sobretudo na retenção de talentos. Cada vez mais, a nova geração de profissionais precisa encontrar sentido nas suas atividades para se sentirem motivados a desenvolver um bom trabalho. Isto significa mostrar aos colaboradores que as suas tarefas levam a um fim maior — o propósito.

5. Resiliência: O festival já teve os seus altos e baixos ao longo dos anos, entretanto, soube lidar com os problemas e a opinião negativa do público sem perder o foco: proporcionar uma experiência inesquecível. Desde que surgiu, o Rock In Rio adaptou-se às mudanças e superou obstáculos encontrando soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades.

6. Compartilhe valores com os seus parceiros: um banco brasileiro, parceiro do Rock in Rio, desenvolveu uma ativação de marca através da música para encaixar-se na atmosfera do festival. Em diversos pontos da cidade no Rio de Janeiro, o banco colocou uma máquina, semelhante às caixas eletrónicas usadas nas sucursais, com um equipamento de karaoke. As pessoas eram convidados a cantar “Love of My Life”, da banda Queen, que relembra um dos grandes momentos do festival quando o público vibrou com Freddie Mercury em 1985 na sua primeira edição. No final da performance, 120 sortudos foram presenteados com bilhetes para o festival. Esta foi uma das formas encontradas para destacarem os seus propósitos e valores em conjunto.

7. Compartilhe os resultados: na abertura dos portões, todos os colaboradores envolvidos são convidados para a cerimónia e para celebrar o momento.

Tudo isto mostra que o Rock In Rio não é somente um festival de bandas e músicas, mas também a oportunidade de eternizar os momentos na memória e na vida das pessoas.

Se precisa de ajuda na ativação da sua marca, dispomos de uma equipa de profissionais altamente especializados. Conheça os nossos serviços.

Adoramos conversar!

 



RECEBA AS ÚLTIMAS NOVIDADES NO SEU EMAIL

Obrigado pela sua subscrição!